10 de mar. de 2010

cavalheirismo

Ele ainda existe… E todas as mulheres gostam. Claro que a modernidade transformou o cavalheirismo. Hoje tem muitos casais que dividem a conta, e mulheres que não se importam de se sentar sem que ele puxe a cadeira, não é mais necessário tirar a camiseta para que a dama passe pela poça de lama. Mas abrir a porta para que ela passe continua sendo de um charme fabuloso. E um buquê de flores faz o dia de qualquer mulher mais alegre. Mas há diferenças entre o verdadeiro cavalheiro e os artistas da etiqueta. Um verdadeiro cavalheiro o tem como hábito o artista não. Vejamos como é no dia-a-dia:

O Cavalheirismo moderno é baseado no bom-senso da oportunidade. É a coisa mais normal do mundo ceder o lugar a idosos, gestantes e mulheres. Não que seja uma oportunidade de ganhar algo. É apenas um ato normal.
Sabe ouvir com atenção independente do assunto interessar. A conversa é sempre envolvente e usa palavras elegantes (diferencie, elegante de complexo), tem uma postura que não é agressiva nem ausente e com seriedade na medida certa. Não é
Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo, palestrante e facilitadora de cursos especiais, membro do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de
experiência em atendimento de excelência ao cliente.

Cultiva a discrição e nunca está presente em rodas de fofoca. Ao se oferecer para acompanhar uma mulher, não insiste se ela recusa. Não abusa da bebida, é pontual e adota o hábito de enviar flores com propriedade, sempre acompanhadas de um cartão discreto e amável.
Não acender o cigarro sem antes pedir licença – sempre levando em conta que, muitas vezes, as pessoas aceitam o cigarro só por educação. Levanta-se sempre para cumprimentar, toma cuidado com mulheres nas escadas e elogia sempre a beleza e elegância feminina, ainda que não concorde com alguma coisa – sabe que o importante é ser cavalheiro.
Ela ainda cita exemplos de homens que espantam qualquer mulher com suas escolhas lamentáveis. Vejamos as tragédias masculinas mais conhecidas e que prejudicam a imagem dos homen e são conhecidos como gaffeur:

  • se esquecer do aniversário da mulher e dos filhos
  • comentar com os outros sobre suas conquistas amorosas
  • falar alto, rir em altos brados retumbantes e usar um palavreado chulo
  • olhar para outra mulher, mesmo acompanhado
  • tentar seduzir uma mulher no primeiro encontro, normalmente ao final do primeiro jantar
  • no restaurante, pedir o prato mais caro para “aparecer”
  • ostentar durante todo o tempo o carro que tem e as roupas de grife que usa
  • chamar o garçom de “amigo” ou “xará” e pedir a “dolorosa” em vez da conta
  • prometer telefonar e não cumprir
  • humilhar e tratar mal os empregados mais humildes
  • dizer que mulher não sabe dirigir carro
  • usar cuecas e gravatas do Mickey ou de qualquer outro personagem de desenho animado e meias furadas ou laceadas
  • não cortar as unhas, deixar só a unha do dedinho comprida ou usar esmalte
  • usar muitas correntes, anéis e pulseiras
  • convidar uma mulher para sair e ficar falando sobre trabalho durante todo o jantar
  • chamar a mulher de “princesa” ou “minha filha”
  • usar frases como “Aonde você pensa que vai com esta roupa?”
Até hoje não entendo como a sociedade pode ser machista, a luta pelos direitos iguais (trabalhistas e afins) está ganhando cada vez mais força. Mas mesmo mulheres extremistas sabem valorizar o cavalheirismo. Não é mais uma questão de agrado à mulher, é mais um detalhe de como é bom se relacionar.

Vi no Desejado

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